Folha do Coletivo www.coletivofolha.cjb.net - Coletivo Folha na R?dio - 6as feiras, 16h - 102,9 FM - Floripa



Sábado, Julho 12, 2003 :::
 
entao, esse endereco nao existe mais. voces ja devem ter percebido isso. agora voces devem comecar a visitar esse:

folhadocoletivo.blogger.com.br

Comments: ::: posted by Luther at 3:51 PM



Terça-feira, Julho 01, 2003 :::
 
Gente, o jornal mudou de endereco e nome. Agra ele se chama Folha do Coletivo e esta aqui. Além disso, a Rafa participa ativamente agora.

Comments: ::: posted by Luther at 9:35 PM


 
é o seguinte, acabou esse Jornal. Simples.
Criamos um novo que se chama em Folha do Coletivo.
Ele é bem simples, do jeito que queríamos e conta com a participação da ColetivoFolhense do Canadá, Rafa.

Comments: ::: posted by Luther at 9:31 PM



Quarta-feira, Junho 25, 2003 :::
 
Esse Blogger está nos enchendo a paciência. Pensamos em desistir do Jornal, mas é importante ter essa ferramenta para avisar coisas importantes pra gente.

Comments: ::: posted by Luther at 2:37 AM



Sexta-feira, Junho 13, 2003 :::
 
É isso, deu tudo errado. Acabou por aqui. Preciso criar um novo endereço. Esse está morto.

d.

Comments: ::: posted by Luther at 11:19 PM


 


Comments: ::: posted by Luther at 10:12 PM


 
Grande parte daquilo que se faz passar por moderna nutrição está obcecada pela mania de contas quantitativas. O corpo é tratado como uma conta bancária. Deposite calorias (como dinheiro) e retire energia. Deposite proteínas, carboidratos, gorduras, vitaminas e minerais - quantitativamente equilibrados - e o resultado é, teoricamente, um corpo saudável. As pessoas se qualificam como sadias, hoje em dia, se podem pular da cama, chegar ao escritório e assinar o ponto. Se não conseguem fazê-lo, chamam o médico, para que sejam habilitados a uma dispensa do trabalho, à hospitalização, tratamento de repouso - qualquer coisa, desde um dia sem trabalhar a um rim artificial.

Comments: ::: posted by Luther at 6:35 PM



Sábado, Junho 07, 2003 :::
 
Communist ChicNovos textos no sítio:

A relevância do Hardcore nos dias de hoje, escrito pelo Rodrigo de Curitiba. O Rodrigo é vocalista do Colligere, tem o selo Vida Simples e recentemente teve problemas com o Estado por ter participado de uma manifestação contra a guerra. Para felicidade de todos/as ele não vai ter que pagar nada e já está tudo bem.

O Camarada L. passou dois dias digitando Autogestão e tecnologias alternativas, do Murray Bookchin. Esse texto já estava no ar, mas ele acrescentou as notas de rodapé que o HTML não estava reconhecendo quando deixou de ser .doc. Ele também acrescentou as notas de rodapé no texto Da resistência à revolução, que já estava no sítio faz um tempão.

A Rafa, do Coletivo Folha Seção Canadá, começou a digitar o livro Ismael, um romance da condição humana.

A notícia ruim da semana é que a rádio vai ficar novamente fora do ar por um tempinho. Problemas técnicos. Nós somos amadores, essa é a parte ruim da coisa.

Comments: ::: posted by Luther at 1:57 AM



Sexta-feira, Junho 06, 2003 :::
 
Ob-La-Di, Ob-La-Da SÁBADO (07/06) - Encontro ARTE - CURA - CULTURA - AMBIENTE

A prefeita Angela Amin encaminhou para a câmara de vereadores, e esta já aprovou, a abertura de uma rua no meio do Parque da Luz. Trata-se de algo totalmente inusitado, de um aparente despropósito, pois naquela região não há grande circulação de veículos.

Para aqueles que buscam uma cidade mais verde e humana, a hora é de se manifestar!

SÁBADO (07/06) no Parque da Luz (cabeceira insular da ponte Hercilio Luz) venha participar do Encontro ARTE - CURA - CULTURA - AMBIENTE, à partir das 9h, com diversas atividades: construção de totem, pintura de
postes, danças de cura da Terra, muita música, modulo harmonico galactico, malabares e outras atividades culturais.

Entre 14h30 e 17h o CLUBE DE TROCAS ECOSOL fará sua feira, também no Parque da Luz. Teremos a disposição uma lona de circo, então mesmo que chova, as atividades ocorrerão.

É muito fácil participar das feiras DE TROCAS. Você só precisa trazer coisas em bom estado e condições de uso, oferecer serviços e saberes e trocar e se deliciar em meio a tanta abundância.

As trocas movimentam energia e fazem tudo prosperar e evoluir. Coisas que não estão sendo usadas são energias paradas, e água parada dá dengue.

Venha se divertir e contribuir com a cura planetária!

Mais informações sobre este evento ligue para 9968-9258 9997-3749

Abraços,
Armando e Andrea (bonadea_andrea@hotmail.com)

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Terça-feira, Junho 03, 2003 :::
 
Mais um texto no sítio, na seção de Textos.

Se chama A Questão Econômica e foi retirado do livro Os Anarquistas Julgam Marx, um livro bem polêmico lançado pela Editora Imaginário.

O autor do texto, Eric Vilain, tenta desmistificar o marxismo, para os anarquistas deixarem de lado o preconceito não fundamentado de que tudo no marxismo é negativo e que não podemos aproveitar nada dele. A crítica econômica, os métodos, alguns resultados, podem servir para qualquer pessoa que queira entender como funciona o capitalismo e como podemos derrubá-lo. Também serve para tirar o marxismo do altar, onde foi colocado pelos fiéis dessa quase religião.

Essa visão dualista de "anarquista bom, marxista ruim" só serviu até agora para deixar aqueles que se identificam com as correntes comunistas mais divididos e menos informados.

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Quinta-feira, Maio 29, 2003 :::
 
Dia 31/05 - Sábado - BICICLETADA

Aos poucos, sem que nos percebêssemos, a invasão maciça dos espaços sociais pelo trânsito provocou uma violação dos direitos humanos fundamentais. O código de trânsito degradou o indivíduo que só se desloca com seus próprios meios naturais de locomoção à categoria de "pedestre". Além disso, tamanha foi a limitação de sua liberdade que, hoje, um carro tem mais direitos do que ele. Ao pedestre já é proibido o acesso à maior parte do espaço público e, se ele deseja ter contatos sociais, tem de ir a um lugar privado (casas) ou a lugares comercialmente explorados (bares ou salas alugadas), onde se encontra mais ou menos prisioneiro. Desse modo, a cidade está perdendo sua função principal: a de ponto de encontro. É bastante significativo que a polícia justifique as medidas anti-manifestações (em qualquer nível) nos espaços públicos com a desculpa de que essas impedem o trânsito. Esse é o reconhecimento implícito de que o verdadeiro dono da rua é o trânsito veloz.

A Bicicletada, Massa Crítica, é um evento que acontece em vários lugares ao redor do mundo mensalmente. É um protesto contra a cultura dos carros e uma ocupação do espaço visando afirmar o direito dos ciclistas e demais pessoas de utilizarem a via pública, assim como os motoristas dos carros têm esse direito. Os manifestantes ocupam uma faixa da pista (ou mais, dependendo do número de pessoas) utilizando um meio de transporte alternativo (geralmente bicicletas -- mas também há pessoas de skate, patins, patinete, e outros não-motorizados).
Em Florianópolis a primeira Bicicletada foi realizada início de outubro (2002). A próxima Bicicletada será realizada dia 29 de março. Agora elas estão sendo realizadas em Florianópolis sempre no último sábado de cada mês, partindo sempre do mesmo local e no mesmo horário. Participe!!


Sábado, às 10h
Saída da Praça Fernando Machado, ao lado do Terminal Cidade de Florianópolis
Destino: Lagoa da Conceição, via Canto da Lagoa
www.bicicletada.org

Comments: ::: posted by Luther at 9:54 PM


 
O programa de ontem foi quase um improviso. Eu estou começando a achar duas coisas. A primeira é que preparar tudo, inclusive os textos, é saudável porque o programa fica com uma cara mais organizada. Mas a outra impressão é que sem preparar tanto o programa fica mais descontraído. Os dois são atraentes de duas maneiras diferentes.

Ontem tivemos uma hora a mais por causa da falta de dois colegas. Colocamos um monte de música e eu esqueci a lista em algum lugar, depois eu acho.

Mudamos o lugar da transmissão, parece um estúdio de verdade, com pedestal pro microfone e tudo. O coletivo da rádio está lindo. Com alguns problemas, mas lindo. Sábado vai ter o festival pelo passe livre e transmitiremos ao vivo. Também vai ter bicicletada, portanto fique atento ao fim de semana lotado de manifestações bacanas. Logo, logo eu coloco informações sobre as duas.

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Domingo, Maio 25, 2003 :::
 
Derrota Ontem a caminho da balada desastrosa (mas que se tornou uma bela de uma experiência de vida) eu fui lendo um livreto chamado A Tirania das Organizações Sem Estrutura, de uma mulher chamada Jo Freeman.

Jo Freeman participou desde os anos 60 do movimento das mulheres e tem se dedicado a escrever sobre o feminismo e a sociologia das organizações.

Nesse texto ela conta algumas impressões de sua vivência nesses movimentos chamados "sem estrutura". Esse termo é utilizado para contrapor a burocracia das organizações e da sociedade. Porque uma organização "sem estrutura" não teria líderes ou vanguardas. Mas sem algum contexto ou análise desse termo já errôneo (porque não existe nada em grupo que não tenha alguma estrutura que seja) os movimentos acabam cometendo o erro que eles querem evitar. Poderes concentrados nas mãos de pequenos grupos que, por não terem sido escolhidos coletivamente, estão livres (quer queiram ou não) para praticarem as atividades que quiserem.

A autora propõe algumas idéias como a delegação de pessoas para atividades específicas, rotatividade nas tarefas, etc. para que todas as pessoas estejam participando de alguma parte do processo e para que ninguém possa concentrar todos os poderes nas suas mãos. Além disso, todos aprenderão manejar todas as partes delegadas e o coletivo é quem terá a palavra final sobre as decisões.

O que me deixa mais contente é que o coletivo da rádio está funcionando desse jeito e, ao que tudo indica, estamos indo muito bem.

Quem lançou esse livreto foi a Index Librorum Prohibitorum e se você quiser ler o texto, mande um e-mail para indexeditora@hotmail.com e descubra o que precisa fazer, além de conhecer outros materiais que eles têm lançado.

Comments: ::: posted by Luther at 9:17 PM



Sexta-feira, Maio 23, 2003 :::
 
Olha só que cara estranho que chegou... Eu estava agora vendo o programa do João Gordo (Gordo a Go Go), que passa na MTV. O motivo é "pior" do que vocês pensam (porque assistir MTV e o João Gordo não é "digno" o suficiente para uma pessoa punk rock): Los Hermanos estariam lá.

Tá ok, foda-se, esse não é ponto. Eu consegui observar duas forças presentes ali: a primeira é representada pelos garotos brancos de classe média intelectuais que escrevem canções trágicas de amor e que se encontraram na universidade particular. A outra é o punk velho da periferia.

Mesmo considerando a opção mais radical do punk rock que eu me identifiquei, seria lógico tender pro lado da segunda força. Mas não. Puta que pariu, o João Gordo é tão mongo que dá vergonha por ele. O cara tem a manha de transformar qualquer assunto sério em baboseira. Qualquer um. Ele poderia questionar a maneira que os Los Hermanos mantém a banda. Aliás, o jeito que os outros os mantém. Acabaram de lançar um disco novo (maravilhoso, por sinal) pela BMG, uma multinacional. Mesmo trabalhando na MTV, ele poderia ter falado isso. Mas não, ele falou sobre a barba deles. ha ha ha Enquanto os Los Hermanos falavam sobre a maneira de compor, sobre as todas experiências de suas vidas que refletem na maneira que eles pensam o mundo. Do jeito que sempre colocamos um Eu na hora de falar sobre os outros.

Talvez seja por isso que os Los Hermanos me influenciem mais agora do que os Ratos de Porão. Os Ratos estão um pé no saco total. Porra, eles passaram por uma fase bacana crust, mas agora está muito ruim. Misturando um rap safado com letras semi-politizadas e um clima de festa pelos 20 anos da banda. Mas, tudo bem, eu gosto bastante de muitas coisas que eles tocaram. Cada época é uma época.

Me perdi nisso tudo. Ah, o João Gordo também entrevistou uma Drag Queen e eu não consigo entender como ele consegue ser homofóbico e anti-homofóbico ao mesmo tempo. Quer dizer, dá pra ver que ele não tem nojo nem nada disso. Mas chega de piadinhas, né, porra. A Drag destruiu ele algumas vezes. Não sacaneando, mas dando umas indiretas pras merdas que ele falava.

No final, os vendidos Los Hermanos tocaram uma música que ninguém gostou e eles vendem menos CDs agora do que o Ratos de Porão ou o CPM 22. Quando eles tocavam hardcore melódico vendiam 250 mil cópias, agora que "suavizaram" o som, vendem 35 mil. Soa absurdo eu estar falando isso nesse sítio? O problema é seu.

Bem, o programa de ontem foi um dos melhores de todos. Falamos alguma coisa sobre a questão palestina; sobre a intervenção conveniente da ONU e dos EUA em montar uma base militar no Oriente Médio no final dos anos 40. O clima de apoio ao povo judeu estava em alta por causa do holocausto. Claro que não há dúvidas sobre a atrocidade nazi contra uma população imensa e contra minorias no geral, mas como podemos deixar passar em branco a coincidência dos sionistas terem uma influência enorme nos EUA e eles ajudarem militarmente uma elite que faz parte de uma religião super dividida e, depois de alguns anos, estabelecerem um Estado para eles? Um Estado dentro de um continente cheio de interesses econômicos, como o petróleo. Pode ser uma teoria louca, mas e quanto à guerra contra o Iraque? E a base militar de alcântara seria também uma coincidência, sendo a amazônia um interesse econômico também? Antes os Nazi, agora o Estado de Israel. Agora Davi é palestino.

Também falamos sobre a paralização dos ônibus na semana passada. Sobre os interesses das cinco maiores empresas da cidade manterem seus lucros de 105 milhões de reais por ano (sem contar o levantamento da grana nos finais de semana e nos ônibus especiais mais caros). No interesse de construir os novos terminais de ônibus em praças públicas. O que não contam é que alguns serviços dentro desses terminais terão que pagar aluguel... para as empresas de ônibus, organizadas pela COTISA. Dinheiro púnlico transformado em privado.

Existe um boato de que a maior tarifa do Brasil (em um espaço de seis meses nota-se um aumento de 31,44%) aumentará mais uma vez e baseado no fato das organizações sindicais mobilizadas estarem prejudicando os lucros com suas paralizações. Ou seja, uma mentira para justificar uma ação contra os trabalhadores. Esses que não reivindicam nada além do trabalho agora nem isso mais podem. Agora aguentem, porque por aí vém mais paralizações e mobilizações. Isso é guerra de classes.

Existe um projeto de sindicalistas e alguns políticos profissionais de levar para as comunidades o debate sobre o transporte urbano na cidade, que está cada vez menos público. Os abusos das empresas só irão aumentar se as pessoas não souberem o que está acontecendo por trás da cortina.

Fizemos um gancho para a crítica ao carro, outro argumento para a diminuição dos ônibus na cidade e o aumento da tarifa. O argumento é que os ônibus ocupam muito espaço nas ruas. Ora! Que absurdo! Florianópolis tem uma média de dois carros por pessoa! As ruas de todas as cidades urbanizadas são construídas para os carros e não para as pessoas, e isso já é o suficiente para alguma análise sobre o automóvel. Um ônibus ocupa o espaço de cinco carros e tem a média de 85 passageiros, enquanto a do carro é de 1,44. Quem ocupa mais espaço?

Seria mais interessante aumentar o preço dos estacionamentos e, assim, incentivar um maior uso dos transportes públicos, e diminuindo o lucro da indústria-geradora-de-guerras-automobilística. Dessa maneira, poderia-se diminuir o insano preço dos ônibus.

A lista de músicas do programa foi:

1. Black Flag - Black Coffee
2. Turbonegro - Get it On
3. Motörhead - Ace of Spades
4. Against Me - I Still Love You Julie
5. Weakerthans - Confessions of a Futon-Revolutionist
6. Chamberlain - Street Singer
7. Circle Jerks - World Up My Ass
8. Minor Threat - Straight Edge
9. Los Crudos - Poco a Poco
10. Rezillos - Bad Guy Reaction
11. Business - Do They Own Us a Living?
12. Crass - White Punks On Hope
13. Execradores - Dança do Povo
14. Odyssey - My Hero Makes Margueritas Like No One
15. Carahter - Vítimas da Própria Arrogância

xxx

O César falou sobre o Crudos e a importância de um reconhecimento da identidade latina e eu falei sobre Straight-Edge, mas já chega por hoje.

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Terça-feira, Maio 20, 2003 :::
 
102,9 FMDepois de algum tempo fora do ar, a Rádio Livre 102,9 FM voltou hoje à tarde. Paramos por alguns dias para reestruturar o coletivo e consertar alguns problemas técnicos.

Ao meu ver, estamos mais organizados e preparados agora e, mesmo que ainda sejamos não-profissionais (graças ateus!!!) acredito que a programação será mais crítica e dinamizada.

Nesse final de semana transmitiremos diretamente de uma comunidade próxima ao "estúdio", por isso sintonize todos os dias da semana. Durante a semana a transmissão vai das duas horas da tarde até as nove da noite.

Por coincidência, hoje é dia inicial da Semana das Rádios Comunitárias e no dia 23 comemora-se o Dia Mundial das Rádio Comunitárias. Sintonize aí na sua cidade a procura delas!!!!!!!!

Nosso, programa continua no mesmo horário, só não sei se vai durar mais tempo como o último. A culpa é do Camarada P. por desistir do horário seguinte ao nosso. Ha ha ha. Melhor para nós, para a Soraia e para a Giovana que pediu Iggy Pop!

Eu recomendo, sobre o tema, o livro "No ar... uma rádio comunitária" de Denise Cogo. Ela conta o histórico da rádio usada como meio comunitário no América Latina e no Brasil, desde os anos 50. Também aborda os princípios básicos que levam as pessoas a montarem suas rádios e conta algumas de suas experiências nelas.

Também recomendo esses três sítios:

www.amarc.org - Associação Mundial das Rádios Comunitárias
www.radiomuda.hpg.com.br - Rádio Muda (Rádio Livre de Campinas)
www.radiolivre.org - Sítio especializado sobre o tema

"O rádio seria o mais fabuloso meio de comunicação imaginável na vida pública, constituiria um fantástico sistema de canalização, se fosse capaz, não apenas de emitir, mas também de receber. O ouvinte não deveria apenas ouvir, mas também falar: não isolar-se, mas ficar em comunicação com o rádio. A radiodifusão deveria afastar-se das fontes oficiais de abastecimento e transformar os ouvintes nos grandes abastecedores."

- Bertold Bretch, Teoria do Rádio, 1932

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Quinta-feira, Maio 15, 2003 :::
 
15 DE MAIO - Dia de luta do povo palestino

15/05 -Quinta-feira à partir das 16h
- Exposição de Fotos e Panfletagem na Esquina Democrática

19/05 - Segunda-feira às 19h
- Sessão na Câmara de Vereadores de Florianópolis

Porquê dia 15 DE MAIO ?

Todo mundo tem uma pátria onde vive. Nós, palestinos, temos uma pátria que vive em nossos corações.Quinze de maio de 1948! O imperialismo chefiado pela Grã-Bretanha e pela França, com a colaboração clara da direita árabe no poder, neste dia conseguiu apagar o nome Palestina do mapa do mundo.

Quinze de maio de 1948! Dia da catástrofe, dia da tal "partilha", dia da Resolução n º181 da ONU que mandou criar Israel em cima de 56% do território palestino, deixando apenas 44% para a população palestina criar o seu Estado.

Esta Resolução foi resultado de uma imposição, uma justificativa de "equilíbrio político", mas não foi justa nem legal pois a ONU não tem poderes legais para dividir território de ninguém. Os israelenses, bem armados, sabendo que naquele dia terminava o domínio oficial da Inglaterra sobre a Palestina decretaram a "independência" em relação aos ingleses, instalando sua estrutura estatal.

O que poucos sabem é que, tempos antes, ao verificar que a população palestina, camponesa e sem armas, reagia àquela ocupação sobre a qual não havia sido consultada, os israelenses haviam iniciado uma guerra de terror.O terrorismo naquela região, ao contrário do que se fala hoje, começou na verdade com grupos terroristas israelenses. Um deles, o Irgún, em 9 de abril de 48 chacinou 254 pessoas da aldeia palestina de Deir Yassin.

O desequilíbrio de forças era total. O terrorismo israelense e as ilusórias promessas dos governantes direitistas árabes fizeram com que quase 1 milhão de palestinos buscassem refúgio nos países vizinhos.O discurso oficial árabe e a propaganda de seus podres regimes era de que em apenas uma ou duas semanas a solução estaria pronta e todo mundo voltaria para suas casas. Inclusive aconselhavam os refugiados a não levar muitas coisas pois o retorno era rápido.Segundo eles, era só questão dos palestinos liberarem o caminho para as tropas árabes entrarem. Realmente, os egípcios entraram em Gaza, os jordanianos em Jericó e os iraquianos perto de Jenin. Mas por uma série de razões, entre elas a corrupção (algumas tropas árabes, no flagor da luta, viram que estavam usando munições falsas!) foram derrotados.

E os palestinos exilados, aqueles que não levaram nada de suas casas? Continuaram sem pátria. Ou melhor, com a pátria dentro do coração.E os palestinos não exilados, aqueles que ficaram? Para estes a pátria do coração virou uma pedra (inti) de luta (fada, fata). Virou a Intifada!!

Agora, como se não bastassem todos os massacres impostos aos palestinos, agora surge o plano "Caminho da Paz" - plano traçado pelo Quarteto: Estados Unidos, União Européia, Rússia e a ONU- como uma saída milagrosa para os palestinos e os israelenses. Esse plano é uma imposição no qual o povo palestino não participou da sua formulação e não foi escutado. Esse plano é para criar a Grande Israel, usurpando territórios dos países do entorno e para acabar com a Intifada. A posição do povo palestino será a resistência até a vitória. A paz para o governo sionista é apenas uma trégua para assim fortalecer suas forças militares e econômicas e dominar o mundo árabe.

Venha para esse ato de denúncia no dia 15 de maio!

Viva a Intifada Palestina! A paz só é possível com a derrota do imperialismo!

Abaixo o Estado Nazi-Sionista de Israel, enclave do Imperialismo!

Viva a resistência do povo Iraquiano, fora as tropas imperialistas do Iraque!

Comitê Catarinense de Solidariedade ao Povo Palestino

www.palestina1.com.br

UJAAL - União da juventude Árabe para Amáerica Latina www.ujaal.hpg.com.br

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Quarta-feira, Maio 14, 2003 :::
 
AIT - Associação Internacional dos Trabalhadores
(1864-1876)

Embora a idéia da criação de uma organização internacional dos trabalhadores já tivesse sido proposta por Robert Owen e Flora Tristán, só se começou a concretizar quando, em 1862, militantes operários franceses que estavam em Londres, por ocasião da Exposição Internacional, estabeleceram contato com o London Trades Council no sentido de estreitar relações entre os dois movimentos operários mais importantes da Europa.

A Associação Internacional dos Trabalhadores (AIT), mais tarde chamada de primeira internacional, nasceu na continuidade destes contatos, numa assembléia em Londres, em 28 de setembro de 1864, por iniciativa de sindicalistas franceses e ingleses, sendo convidados a participar também os socialistas exilados em Londres, entre eles Marx e delegados belgas e suíços. Os fundadores concordaram que a Internacional deveria ser constituída com base nos sindicatos operários, e não como uma federação de partidos políticos, admitindo-se nela, também, grupos e filiações individuais.

O primeiro Congresso realizou-se em Genebra, em Setembro de 1866, contando com a presença de 60 delegados, 33 suíços, 17 franceses e os restantes representando a Alemanha e outros países, reunindo várias correntes socialistas. Neste congresso integraram-se na AIT grupos anarquistas que reforçaram a corrente libertária da Internacional. O segundo Congresso realizou-se em Lausanne, em 1867, quando aderiram à Internacional os italianos, na sua maioria ligados ao anarquismo. O terceiro Congresso aconteceu em Bruxelas no ano de 1868. O quarto teve lugar em Basiléia e o quinto, em 1872, em Haia.

As divergências sobre as formas de atuação, a questão do Estado, da abstenção e do projeto socialista, acentuaram-se, no decorrer dos anos, tendo-se polarizado em torno das posições assumidas por Marx e Bakunin. O Congresso reunido de 2 a 7 de setembro de 1872 em Haia foi o último, já que as divergências existentes entre a ala marxista e a ala libertária, representada por operários franceses, suíços, espanhóis e italianos, sendo Bakunin seu elemento mais conhecido, levou à expulsão dos anarquistas e à decisão polêmica de transferir a sede da AIT para Nova Iorque, afastando-a do centro do movimento operário da época. A resposta do setor libertário foi reunir logo de seguida, em Saint-Imier, um Congresso em que declarava nulas as decisões de Haia, no entanto, a AIT estava irremediavelmente dividida.

O momento alto da AIT foi a declaração da Comuna de Paris, em 1871, com manifestas ligações ao espírito internacionalista e federalista da Internacional. Após o fim da AIT, Marx opôs-se à criação de uma nova internacional, o que só viria a ocorrer em Paris, em 1889, após a sua morte, quando foi fundada a chamada Segunda Internacional que reuniu partidos e organizações sociais-democratas até 1914.

Quanto aos anarquistas tentaram ainda manter de pé a AIT por alguns anos. Mais tarde em 1922, na cidade de Berlim, por iniciativa de Rudolf Rocker, voltou a ser recriada a AIT como federação internacional de organizações anarco-sindicalistas, reunindo as principais confederações: CNT (Espanha), FAU (Alemanha), SAC (Suécia), CGT (França), CGT (Portugal), FORA (Argentina), FORU (Uruguai), USI (Itália), além de outros grupos menores de todo o mundo.


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Terça-feira, Maio 13, 2003 :::
 
Vale mais a pena ficar em casa Continuando com a fase de textos e textos do coletivo, colocamos outro no ar: Por quê objeto pela minha consciência participar das eleições. É uma coleta de trechos de autores, mediados por comentários sucintos e aquarianos do Camarada L.

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Domingo, Maio 11, 2003 :::
 
Vai, Kerouac, vai! Mais um capítulo e quem sabe conseguimos um apoio para terminar mais rápido essa falta do que fazer. ha ha ha.

O nome desse apoio é Nessa!

Comments: ::: posted by Luther at 7:03 AM






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